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Descubra o mundo de

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E viaje com ela pelo Impèrio Romano

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Não que fosse feia. Ela era baixinha, tinha a pele de um branco acinzentado, os braços e pernas muito musculosos para uma menina e não tinha quase nenhuma cintura. A única coisa que ela possuía de único, e de extremamente atraente, eram seus olhos: pretos como as asas de um corvo, brilhantes como a luz da lua cheia refletida na água em uma limpa noite de inverno, e insondáveis. Você poderia conhecê-la durante todos os anos de sua vida e nunca saber
o que ela estava pensando.

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Então, munida de seu cajado de pastora — porque ser corajosa não significava ser imprudente — e confiante na proteção de seus cães, ela se aproximou. O homem dirigiu-lhe um olhar dolorido e balbuciou:
— Água, minha jovem. Dê-me um pouco de água, por compaixão.
Berenice apanhou seu cantil, abaixou-se e ergueu a cabeça do homem ajudando-o a sorver pequenos goles, o que ele fez com bastante dificuldade.
Ela e o homem ferido ficaram se olhando por alguns minutos, num silêncio  estranho de quem está tentando mutuamente saber se o outro é confiável.

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Onde quer que fosse e qualquer que fosse a ocasião, ela trazia os longos cabelos ruivos e encaracolados presos por um longo pente de bronze adornado de pedras simples. Para uma mulher tão vaidosa, aquele era um adereço estranho. O que poucos sabiam é que seu pente era na verdade uma fina e afiada adaga, da qual Lewellyn servia-se quando precisava defender-se ou defender seus interesses. Corriam boatos de que ela fora, inclusive, a responsável pela morte de um senador romano, inimigo do Imperador.

O que se dizia de Lewellyn é que se ela não pudesse ser amiga, que pelo menos não se
tornasse inimiga, mas que melhor mesmo era nunca tê-la conhecido.

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